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Lc 14,25-33

25Muito povo acompanhava Jesus. Voltando-se, disse-lhes:

26Se alguém vem a mim e não odeia seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.

27E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

28Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la?

29Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele,

30dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar.

31Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?

32De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz.

33Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.


HOMILIA NA NATIVIDADE DE MARIA

Neste dia 8 de setembro, aqui na Arquidiocese de Curitiba, tornamos a festa da
Natividade de Nossa Senhora, uma grande solenidade. Comumente, no dia 8 de setembro, é
celebrada pela Igreja em nível festivo, mas quando damos este tom solene percebemos que
estamos numa grande festa litúrgica, o dia em que Nossa Senhora nasceu para este mundo.
Celebrar o nascimento de Maria significa estar em consonância com o nascimento, vida,
paixão, morte e ressurreição de Jesus, seu próprio filho, nosso salvador. E é neste contexto que
procuraremos ao longo desta breve reflexão, pensar a respeito do título dado a Nossa Senhora,
como Senhora da Luz dos Pinhais. Conhecemos esse título justamente por que o seu nascimento
já foi uma fonte de luz.
De um modo extraordinário Deus já se mostra compassivo para com Joaquim e Ana, os
pais de Nossa Senhora, dando a eles a possibilidade de gerar esta filha, que desde o princípio já
tinha sido escolhida por Deus. O próprio nome dado a Maria é Mirian, da tradução para o latim
transformamos em Maria, e Maria num sentido original significa plena de luz, ou cheia de luz;
por isso o próprio nome de Maria já traz essa titulação como a Senhora da Luz.
E celebrando hoje a sua natividade, somos convidados a perceber essa luz, ao mesmo
tempo em que também estamos envolvidos por ela. A luz verdadeira é de Deus, a luz maior é
em Cristo, que veio em oposição às trevas e no Natal celebramos o nascimento do filho que veio
para nos salvar.
Mas tudo aconteceu graças à escolha de uma mulher e repetimos várias vezes numa
oração profunda repetindo o nome de Maria, e a saudamos: Ave Maria! Para termos a condição
de lembrar que Ave é o contrário de Eva, a primeira mulher, e lembrar que por meio desta
mulher a maternidade se tornou ainda maior, pois Deus escolheu o seio virginal de uma mulher,
para habitar no nosso meio.
Se Maria foi concebida sem nenhum pecado e celebramos no dia 8 de dezembro a sua
Imaculada Conceição, nada mais justo que em 8 de setembro celebrar o seu nascimento, de
modo a reverenciar Maria e ter a presença materna de Nossa Senhora como aquela que nos
indica o caminho até Jesus.
Aqui em Curitiba, desde o princípio, e antes mesmo de se tornar município, já era
venerada uma pequena imagem de Nossa Senhora da Luz que estava em um pequeno trono.
Depois vieram outras imagens, até chegar a atual que hoje temos na Catedral Basílica e que este
ano celebra 350 anos de fundação. Querendo ou não, temos uma história, seja do município ou
da Igreja, em torno de Nossa Senhora da Luz.
Muitos pensam que o título dado a Curitiba como cidade da luz seja pela condição do
Natal, de fato, a capital se reveste de grandes luzes, mas esse título deveria ser lembrado a quem
faz referência a Nossa Senhora. Só aqui fazemos esta referência, Nossa Senhora da Luz dos
Pinhais. No meio dos pinheirais próprio da nossa cultura, veio Nossa Senhora, começou a ser
venerada. E hoje fazemos uma comunhão profunda com nossa Igreja mãe que celebra o tempo
que foi paróquia, mas também o tempo que se tornou catedral. Este ano celebramos 125 anos
que Curitiba se tornou diocese, ou seja, a partir de 1892 a Igreja colocou sempre um bispo como
referência junto a este lugar.
Depois de celebrarmos neste tempo uma grande ação de graças, pelos sinais que Deus
realiza em Maria, é momento oportuno de lembramos que fomos concebidos na luz, e
justamente nessa condição eu gostaria de concluir esta reflexão.
Nossa Senhora da Luz dos Pinhais nos lembra de que fomos feitos para a luz, e não para
as trevas, nem para o pecado, fomos feitos para a graça, para a luz, e cada vez que nos
aproximamos da eucaristia, nos aproximamos da luz verdadeira que é Jesus. Mas como é bom
sentirmos que temos uma luz a nos guiar neste caminho, e nos leva até Jesus, essa luz que é
Maria, e quer ser sempre aquela que nos orienta e nos dá a verdadeira luz.

Escrito por: PE. MAURICIO