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HOMILIA NO XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM

“Quem se eleva será humilhado, quem se humilha será elevado”. A frase que acabamos de ouvir é parte integrante do evangelho de São Lucas, capítulo catorze, versículo onze, e resume bem a grande obra hoje proclamada na liturgia da Palavra.

            Para tentarmos compreender melhor a dimensão própria deste domingo, iremos aprofundar este evangelho de São Lucas, tratando de um grande tema a virtude chamada de humildade.

            Jesus quando está junto à casa de um dos chefes dos fariseus conta duas parábolas e elas nos ajudam na compreensão do modo como precisamos nos revestir de uma santa humildade.  

A primeira parábola relata o convite a uma festa, e a ocupação dos primeiros lugares e eis que o próprio Jesus ensina que, de fato, não precisamos estar preocupados só com a ocupação dos primeiros lugares. Mas é preciso sim ocupar e dar atenção, quem sabe, deixando estes lugares para outros. 

Percebamos que o mundo muitas vezes possibilita e dá destaque a aqueles que estão nos primeiros lugares, e o próprio Cristo vem ensinar que justamente a estes é dada a oportunidade de praticar a humildade. Logo temos um conceito, ou uma definição do que humildade, que nada mais é do que se colocar a serviço do outro com os dons que Deus concede.

            Se Deus concede o dom do serviço ou verdadeiros dons que são reconhecidos humanamente, quanto mais nos rebaixarmos e servirmos os nossos irmãos, mais desenvolveremos esta virtude.

            Um fruto da virtude da humildade chama-se generosidade. É dentro deste contexto que encontramos a segunda parábola, quando ouvimos Jesus falando àquele convidado, ou ao chefe dos fariseus, que é preciso convidar para a festa aqueles que nada podem retribuir.

            Aliado a generosidade há também outro fruto, chama-se gratuidade. Se formos gratuitos diante daquilo que podemos oferecer, com certeza estaremos cultivando esta virtude tão importante para a nossa vida. 

A partir deste evangelho, também podemos compreender as palavras do livro do Eclesiástico, quando neste livro se fala de um cultivo tão importante, capítulo 3, versículo 20: “na medida em que fores grande, deverás praticar a humildade, e assim encontrarás graça diante do Senhor”.

            É assim, meus queridos irmãos, que logo percebemos que em Cristo temos um grande exemplo daquele que se revestiu da humildade.  Ele, da sua condição divina, humilhou-se, tornando-se um de nós, revestiu-se da humanidade para elevar-nos à condição da divindade. 

O próprio Cristo se rebaixou também em tantas condições daquele que tomou a missão e foi sinal junto aos pobres, abandonados, aflitos, muitos que precisavam da sua cura, experimentar o dom do perdão.

            Cristo se revestiu da humildade quando se deixou crucificar.  A cruz é um exemplo de humilhação, mas foi o modo que Cristo teve para salvar a humanidade, e a maior, quem sabe, de todas as humilhações que Jesus teve, o seu rebaixamento total, seu aniquilamento foi ser sepultado. Cristo se rebaixou à terra para que depois, ressurgindo, desse vida nova a toda a humanidade. 

Sigamos o exemplo de Cristo, Ele é aquele que nos ajuda a buscarmos a virtude da humildade, mas com o exemplo de Cristo, tenhamos também o exemplo de Maria Santíssima, mãe de Jesus e nossa Mãe. Ela tornou-se serva do Senhor, esteve sempre ao lado daqueles que necessitavam. 

Que Maria nos ajude a praticarmos gestos de generosidade e gratuidade.

Escrito por: PE. MAURÍCIO