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Mt 16,13-19

13Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?

14Responderam: Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas.

15Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que eu sou?

16Simão Pedro respondeu: Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!

17Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.

18E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

19Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.


HOMILIA NA SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

HOMILIA NA SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

 

            O mês de junho é especialmente conhecido por nós, que temos uma devoção ao coração de Cristo, como um mês dedicado ao seu sagrado coração. De fato, na semana que passou se intensificou aqui no santuário um modo muito particular de nos encontrarmos com Cristo, e com seu coração aberto como fonte de muitas graças. 

Aliás, vale a pena ressaltar que muitos peregrinos estiveram neste santuário ao longo da semana que passou participando do tríduo. Também houve a concentração arquidiocesana do apostolado da oração na quarta-feira. E, especialmente na sexta-feira, Dia Mundial de Oração pela Santificação do Clero, mais de 100 padres passaram por este lugar, puderam orar por alguns instantes, adorar o santíssimo e participar da santa missa.     Conjuntamente com os padres tivemos a presença do nosso arcebispo, bispos auxiliares e de Dom Pedro, nosso arcebispo emérito. 

Além de celebrarmos festivamente o Sagrado Coração de Jesus, junho é também conhecido pelas tradicionais festas de alguns santos, Santo Antônio, São João, e neste final de semana, a solenidade de São Pedro e São Paulo, santos bem conhecidos, e popularmente reconhecidos nos vários sinais que acompanham a história da humanidade.

            E se estamos a celebrar neste domingo São Pedro e São Paulo, continuamos lembrando com gratidão a história da Igreja em sucessivos apóstolos escolhidos por Cristo, especialmente na missão de São Pedro. Hoje também é o dia do Papa, por isso nos unimos ao Papa Francisco, rezando nas suas intenções e comungando dessa unidade fundamental que existe entre os bispos do mundo inteiro em plena comunhão com o sucessor de Pedro.

            O que poderíamos guardar como continuidade de tudo o que acabamos de ouvir nas leituras escolhidas para este final de semana? Há muitas formas de guardarmos a palavra, mas vamos especialmente lembrar que a liturgia que nos acompanha, dada a condição de festividade de dois grandes santos merece consideração.  Desde o princípio, os dois foram celebrados no mesmo dia, e diz o prefácio da missa do dia de hoje: os dois recebem igual veneração, um não é maior que o outro, mas os dois recebem igual veneração, devido a sua importância enquanto colunas fundamentais da Igreja.

            Diferentes caminhos vividos por esses apóstolos, um viveu com o Cristo, foi chamado a conviver naquele grupo dos 12, outro foi escolhido depois da ressurreição de Cristo, e de grande perseguidor tornou-se um grande anunciador do evangelho.

            Logo, os diferentes caminhos da história nos conduzem sempre a perceber a grandeza de Deus, e o chamado que Jesus fez a seus discípulos e, continua chamando vários para os diversos ministérios da Igreja.  

A Pedro foi dada a possibilidade de conviver com o Senhor, e foi aquele que viveu intensamente uma intimidade, mas representa tantas condições que temos na vida da falta de comunhão e fé diante do próprio Cristo.            Se muitas vezes negamos o Senhor, a cada dia somos convidados a professar a fé Nele.

Jesus ao escolher Simão Pedro como uma coluna da Igreja, dá a possibilidade de que tenhamos sempre um sinal visível de unidade.         E se a Pedro foi confiada as chaves do reino dos céus, essa chave pertence à Igreja, essa chave dada a Pedro e a Igreja é a certeza de que a Igreja jamais perecerá, pelo contrário, o poder do inferno jamais vai prevalecer.

E se temos a certeza de sermos assistidos pelo Espírito Santo, comungamos de uma espiritualidade tão forte que é capaz de mover montanhas, capaz de mover a cadeia que estava Pedro, preso, perseguido, mas pela força da fé da Igreja que orava, um anjo foi até ele e o conduziu para fora da prisão.

            Percebemos pelo trecho da primeira leitura, a força que tem a nossa vida de fé, é capaz sim de fazer muitos presos voltarem à liberdade.  Assim como Pedro, pela força da oração e condução do anjo, percebemos a força que pode mover nosso coração das prisões do mundo, das condições que o mundo nos apresenta, para uma liberdade tão grande que só encontramos em Jesus Cristo.

            Paulo, por outro itinerário, encontrou a Jesus Cristo no caminho de Damasco, tornou-se anunciador, especialmente por cartas enviadas às comunidades. A carta que ouvimos hoje na segunda leitura, trata-se de um testamento espiritual de São Paulo, ele escreve ao jovem Timóteo, que estava chegando o momento de sua partida, é preciso combater o bom combate, completar a corrida, e guardar a fé.  

Os dois (Pedro e Paulo), nos anos bem próximos de 67 da era cristã, foram martirizados em Roma, e derramando sangue por terra, testemunharam a presença de Cristo.

            Por isso, desde então, São Pedro e São Paulo são celebrados no mesmo dia, e por meio do seu martírio, do sangue que foi derramado por terra, há o testemunho de muitos cristãos que, na expressão de comunhão com estes que doaram sua vida, puderam com certeza ser um sinal na vida de muitos discípulos do Senhor.

            Rezemos a São Pedro e São Paulo que a comunhão com o Papa seja sempre mantida por toda a Igreja.

Escrito por: PE. MAURICIO